Quinta-feira, Maio 28, 2009

Fim de um ciclo.

Após 6 anos trabalhando como professor universitário em uma faculdade de tecnologia privada (ensinando para futuros tecnólogos) com conceito A pelo MEC, decidi que chegou a hora de parar, ao menos por um tempo. Vida corporativa + vida de professor universitário é uma combinação extremamente cansativa, e a relutância crescente da grande maioria dos alunos em pensar e estudar, as freqüentes desculpas e auto-enganos, etc, parecem ter me exaurido totalmente nesse semestre que vai se encerrando.

Sei que voltarei a lecionar, pode demorar um semestre ou 10 anos, mas quando voltar buscarei também por aqueles que queiram realmente aprender.

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Você é um caçador de oportunidades?

Você é um caçador de oportunidades?, por Jorge Gerdau Johannpeter*

O empreendedor tem um comportamento similar ao de um animal na busca da caça. Está sempre inquieto, procurando novas oportunidades. Esse estado de atenção constante é essencial para o êxito de um negócio. É isso que o faz correr riscos, mobilizar pessoas e recursos e lançar-se em um novo empreendimento, buscando construir o seu sonho.

O Brasil, sem dúvida, possui um grande número de empreendedores, que buscam na construção de novos negócios a esperança de crescimento e realização profissional. Isso se deve, principalmente, à limitação das oportunidades no mercado de trabalho, à criatividade de nosso povo e à ampliação do acesso a informação e a tecnologias. Porém, também sabemos que a maioria deles fracassa em seus primeiros anos de trabalho. Por que isso ocorre?

Certamente, a dificuldade de empreender possui raízes na História. A sociedade foi desenvolvida, em grande parte, a partir do conceito da subordinação, estabelecendo o seu funcionamento de acordo com uma ordem central. Isso vale, até hoje, para escolas, universidades, igrejas, exército, entre outros. Criamos poucos líderes e muitos subordinados.

O reflexo disso é o baixo estímulo a uma atitude empreendedora, que se vislumbra, por exemplo, na limitada interação entre universidades e empresas no Brasil. Os bons resultados obtidos por pesquisadores brasileiros, muitas vezes, não ganham aplicações comerciais por falta de entendimento entre os dois lados. Em nações mais desenvolvidas, que conseguiram superar essa barreira cultural, a pesquisa, inclusive a científica, é orientada para objetivos vinculados ao desenvolvimento econômico e social.

Somem-se a essa herança cultural os conhecidos problemas estruturais que barram o empreendedorismo no Brasil. É muito difícil criar ou fechar uma empresa, assim como enfrentar a burocracia vigente, que mata as atitudes empreendedoras, desestimulando investimentos. Existem, entretanto, iniciativas positivas, como o Simples, sistema tributário para micro e pequenas empresas que unifica e reduz o pagamento de impostos. Além disso, há bons projetos financiados pela iniciativa privada, como a Junior Achievement, que estimula o empreendedorismo em estudantes do Ensino Médio. Em 26 anos de existência, a organização já sensibilizou 1,6 milhão de jovens sobre o mundo dos negócios e as vantagens da atividade empreendedora para a sociedade. Também merecem destaque trabalhos como o do Instituto Endeavor, no apoio a novos empreendedores, e as iniciativas do Movimento Brasil Competitivo e do Sebrae, com programas de melhoria de gestão para micro e pequenas empresas.

Para que o Brasil prospere, precisamos estimular o espírito empreendedor ao máximo. Qualquer ação que traga desenvolvimento e gere empregos e renda deve ser incentivada. O primeiro passo é que cada um de nós avalie o seu comportamento no dia a dia, com filhos e netos, assim como atue fortemente para gerar mais mudança na ação dos governos, principalmente em prol do incentivo às micro e pequenas empresas. Afinal, o empreendedor é um dos principais agentes sociais de qualquer nação. Ao correr riscos, ele promove o desenvolvimento, beneficiando toda a sociedade. E é essa atitude que devemos praticar e estimular desde cedo em nossos jovens.

*Empresário, presidente do Conselho de Administração da Gerdau

Sexta-feira, Maio 08, 2009

Frase do dia de hoje.

Cada vez mais me convenço que o sucesso corporativo tem muito mais a ver com ter estômago do que cabeça.

Domingo, Maio 03, 2009

Mutação.

A única coisa imutável é que tudo muda.

Existem períodos em que a mudança é tão sutil e nossa predisposição natural de resistência em aceitá-la é tão grande que nos esquecemos dessa verdade... até que se atinge um ponto de ruptura onde os fatos se tornam impossíveis de ignorar, percebemos que muito mudou, está diferente,
que coisas novas surgiram e muitas coisas que imaginavamos eternas não estão mais lá...

Em situações como essa, o que fazer?

Portfólio

Como muitos ultimamente tem me perguntado, segue meu portfólio para manter até 2015:

30% BRKM5@5,60, 30% FHER3@4,21, 15% MYPK3@8,70, 25% SDIA4@3,00
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As outras devo vender até 2015 qdo chegarem nos preços alvo que estabeleci, mas Sadia
é pra sempre!

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Pensamento da Semana - TTC XXIX

Do Tao Te Ching:

Querer abarcar e manipular o mundo
Eu vejo que não é possível.

O mundo é uma coisa espiritual
É impossível manipular.

O manipulador iria arruiná-lo
O abarcador iria perdê-lo

Pois as coisas :

ora precedem, ora seguem
ora acalmam , ora enfurecem
ora fortalecem, ora fraquejam
ora ascendem, ora descendem.


Por isto o homem santo evita :

O excessivo
O desmedido
O desqualificado.

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Agora entendi a crise!

Terça-feira, Outubro 28, 2008

As 3 ondas da crise.

As três ondas da crise

O mundo passará por três grandes ondas no mercado financeiro, antes de assentar e começar a analisar as conequências sobre a economia real:

1. A crise bancária provocada pelo subprime. Bancos Centrais do mundo inteiro já encetaram ofensivas para contê-la.

2. Crise dos “hedge funds”, os fundos especulativos. A extraordinária desalavancagem (venda de ativos para resgate) ocorrida globalmente é a principal razão para essas quedas expressivas das bolsas, para as violentas oscilações cambiais (que não poupou nem o yen do Japão). É processo ainda em curso.

3. O default de países. Essa será a terceira onda. Na América Latina, são candidatos a Argentina (pelo conjunto da obra), Venezuela e Bolívia (pela queda do petróleo e pela falta de previsão quando os ventos iam a favor), e Chile (dependente do cobre).

Depois é que a recessão mundial entrará definitivamente nas análises.

Repare que, por conta do nervosismo atual, até notícias sem nenhuma novidade (como dados de recessão em países europeus ou nos EUA) caem como uma bomba sobre os mercados. Mas tudo por conta dos nervos expostos por essas ondas iniciais.


copiada do blog do Luis Nassif